Sábado, 04 Set 2010
Conheça o Do-In

 

 

Você sabe o que é do-in?

Sem contraindicações, a técnica chinesa do-in ajuda a aliviar dores do dia-a-dia e ganha adeptos no mundo ocidental

Responda rápido: ao sentir aquela dor nas costas, tudo o que se deseja é que alguém faça uma massagem no local até aliviar o incômodo, certo? Como nem sempre é possível encontrar um massagista de plantão, é mais do que necessário ter um plano B. No entanto, ele não precisa ser uma nova invenção eletrônica ou tampouco estar na caixa de remédios. Entre as terapias alternativas, a chinesa do-in é uma das que promete aliviar dores e prevenir doenças.
 
Sem contraindicações, a técnica consiste em usar a automassagem em pontos estratégicos do corpo. Cada local corresponde a um sintoma. "Qualquer pessoa pode praticar o do-in, contanto que conheça a localização exata dos pontos", explica o massagista José Augusto Maciel Torres. Para chegar até esses locais, é necessário compreender o conceito de energia, muito utilizado pelos orientais para explicar a saúde.

Segundo a cultura chinesa, o homem está entre duas energias: o Yin, localizada na terra, e o Yang, no céu. "Como são opostas, se atraem, e nós somos um transformador de energias do céu e da terra", explica Rodolfo Correa Lima, diretor- presidente do Centro de Estudos do Corpo e Terapias Holísticas. Para ser saudável é necessário que haja uma circulação adequada desta energia pelo organismo. No corpo do homem existem pontos de condensação de energia, sensíveis a estímulos externos. "Quando 'doentes', ficam enrijecidos e sensíveis, devendo ser tratados para a melhora do quadro patológico", esclarece. Existem duas formas de obter resultados massageando esses pontos. No caso do excesso de energia, é preciso usar uma pressão profunda no local, técnica conhecida como sedação. "É simples, usa-se o polegar para pressionar a área por alguns segundos", explica Lima.

Quando o necessário é produzir energia, a regra é estimular o ponto. "Desta vez, aplica-se toques leves, várias vezes, com os dedos na superfície dos pontos", diz. Apesar de exigir acompanhamento médico inicial, que irá indicar os pontos corretos e as formas de massageá-los, a terapia ganha adeptos por ser bastante flexível. Pode ser praticada em grupo ou individualmente, quantas vezes o praticante achar necessário e em qualquer horário ou local.

"O ideal é que seja feito ao acordar ou antes de dormir. Além, claro, de quando houver algum desconforto", afirma Lima.

Para fazer em casa!


Faça você mesmo e alivie alguns males diários. Mas, lembre-se, para obter resultados, a prática deve ser diária.

Ativação da circulação: para este exercício, você usará as duas mãos. Separe bem os dedos de uma das mãos e, com a outra, massageie a ponta dos dedos um a um. Não tenha pressa, faça movimentos circulares e use diferentes intensidades de pressão. Antes de passar para o dedo seguinte, dê breves beliscões nas unhas. Faça o exercício com os dez dedos das mãos.

Dores de pescoço: para aliviar incômodos nessa região, junte os dedos e faça uma concha com a mão. Na junção do dedo mindinho com o restante da mão, você encontrará um osso. Massageie o local por aproximadamente um minuto. Faça o mesmo exercício com a outra mão.

Resfriados e sinusites: nesse caso, a massagem será no nariz. Usando as pontas dos dedos das duas mãos, friccione moderadamente o nariz. Batidas leves também auxiliam a melhorar o mal-estar.

 
O trabalho conjunto

Apesar de apresentar bons resultados durante os tratamentos, o do-in depende de outras variáveis. "A fuga do modo natural da vida é o que gera o desequilíbrio energético", afirma Torres. Uma combinação de rotina estressante, falta de exercícios físicos regulares, alimentação desregulada e excesso de bebidas e cigarros contribuem não só para o aparecimento de doenças, mas também no retardo dos benefícios proporcionados pela técnica.

Como o do-in é considerado uma terapia alternativa, muitas vezes realizada em conjunto com a medicina ocidental, não é possível quantificar os resultados positivos. "Até porque a cura é muito relativa. E, na verdade, a essência do do-in e da maioria das técnicas orientais é o aspecto preventivo", afirma o especialista.

Além de unir o trabalho do do-in com o tratamento convencional, é possível ligá-lo a outras técnicas alternativas, como o shiatsu e a acupuntura. Usando o mesmo princípio, o de massagear pontos de condensação de energia. A diferença entre elas está no modo em que isso é feito. Literalmente, a palavra shiatsu significa "pressão dos dedos", enquanto que acupuntura pode ser descrita como "punção de agulha". "Quando aplicamos a pressão dos dedos em nós mesmos, praticamos o do-in; quando usamos a mesma técnica em outras pessoas, trata-se do shiatsu; e, finalmente, quando usamos agulhas para ativar esses pontos, a técnica é a acupuntura", explica Lima.

O do-in se diferencia por permitir que o paciente tenha um contato consigo próprio durante o tratamento. Dessa forma, é possível ficar mais atento aos sinais que o organismo dá quando algo está errado.
 
Fonte: Revista Vida Natural
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